Cartola, o chapéu que fez a cabeça dos homens
Postado em: 13 jul 2011 | 0 comentário | Autor: Pedro Leopoldo
Cartola
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A partir do século XIV, os chapéus que até então eram sinônimo de requinte masculino, se tornaram populares e começaram a sofrer mutações para se adequar as reviravoltas culturais que ocorriam e remodelavam o homem contemporâneo.  Naquela época, os chapéus eram para os homens, o que as bolsas são para as mulheres – um acessório indispensável. A boina foi um dos primeiros modelos existentes, e foi sendo aprimorada para as diversas situações do dia-a-dia. Desse modo, foram elaborados chapéus compactos e mais simples para momentos informais, e chapéus maiores e extravagantes para os formais – estes proporcionavam um ar de poder e imponência.
Foi em meio a essa metamorfose que surgiu a cartola, mais conhecida como chapéu alto – um chapéu de formato cilíndrico que variava em tons neutros e brilho acetinado. A cartola era acompanhada pelo fraque ou pela casaca, sendo o fraque para o dia e a casaca para se usar a noite.
Com o passar do tempo, o mundo sofreu um intenso desenvolvimento econômico, e o homem precisou se dedicar mais ao seu trabalho. Com isso, a importância de uma aparência impecável ficou para segundo plano, e sua cartola foi abandonada no fundo do guarda-roupa. Mal sabia o homem que esse seria o início da extinção do seu maior ícone de elegância e sofisticação. O fraque e a casaca continuaram firmes sem sua fiel companheira, causando o fim da era da cartola.

 

 

 

Nos dias de hoje, é extremamente raro encontrar alguém que possua uma cartola, pois seu desuso causou sua exoneração. Mas a moda é um ciclo interminável, e quem sabe algum dia, uma mente brilhante dê uma nova leitura para esse acessório que um dia fez a cabeça de muita gente.

Sobre o autor(a):
Pedro Leopoldo
"A Moda, para mim, é cultura, é a expressão de um corpo, é a exteriorização de uma criatividade. Minha afinidade pelas letras se faz viva no curso de Direito, onde exerço a arte de comunicar e defender uma ideia a partir de uma ousadia, de uma paixão! Aqui, eu uno minhas alegorias em um texto ou em uma foto, numa interpretação do que chamamos de inspiração."

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